Luísa Becker Bertotto: aluna da Universidade Luterana do Brasil, está no último ano do curso de Ciências Biomédicas da Rutgers, a Universidade Estadual de Nova Jérsei

Luísa Becker Bertotto: aluna da Universidade Luterana do Brasil, está no último ano do curso de Ciências Biomédicas da Rutgers, a Universidade Estadual de Nova Jérsei

Entrevista:

Conheça Alunos do Programa Brasileiro de Mobilidade Científica

Através do Programa Brasileiro de Mobilidade Científica, milhares dos estudantes brasileiros mais brilhantes nos campos da ciência, tecnologia, engenharia e matemática (STEM, na sigla em inglês) têm a oportunidade de estudar em algumas das melhores universidades do mundo. Os recipientes das bolsas passam um ano de estudo no exterior mas concluem seus cursos nas instituições brasileiras. Os Estados Unidos atualmente estão recebendo aproximadamente 2.000 alunos do Programa Brasileiro de Mobilidade Científica.

Luísa Becker Bertotto, aluna da Universidade Luterana do Brasil, é aluna do último ano de Ciências Biomédicas da Rutgers, a Universidade Estadual de Nova Jérsei.

Por que você decidiu candidatar-se ao Programa Brasileiro de Mobilidade Científica para vir aos EUA?

Sempre foi um sonho estudar no exterior, poder ampliar o meu conhecimento e conhecer diferentes culturas, mas minha condição financeira não me permitia fazê-lo, então aproveitei a oportunidade que o governo brasileiro estava dando.

O programa Programa Brasileiro de Mobilidade Científica coloca estudantes em universidades. Em que universidade você foi colocada?

Quando me candidatei, os Estados Unidos eram o único lugar possível. Mas sempre quis estudar nos EUA por causa da qualidade e estrutura das faculdades americanas, que são conhecidas em todo o mundo.

O que é que você mais gosta?

A "vida no câmpus". Poder morar perto da faculdade, de todos os eventos, palestras, etc. que são oferecidos em uma universidade americana.

Qual foi sua maior surpresa?

Ver que as aulas não são diferentes das do Brasil, que você também tem professores bons e ruins, e estudantes que gostam e que não gostam de estudar. Também fiquei impressionada com o apoio que as universidades recebem para a pesquisa aqui e com a estrutura da universidade – é muito grande!

... sua maior decepção?

Acho que os EUA não são o lugar perfeito que os estrangeiros pensam que são. Eles têm problemas também, mas isso não foi uma decepção, foi apenas um choque cultural!

Qual é a relevância dos seus estudos nos EUA e do Programa Brasileiro de Mobilidade Científica para as suas metas pessoais e para as necessidades do seu país?

Minha meta é trabalhar com Toxicologia, talvez Toxicologia Forense. Não tenho certeza se vou trabalhar em pesquisa, laboratórios forenses ou alguma coisa relacionada a isso.

Acho que o programa é, acima de tudo, uma experiência que mudou minha visão do mundo e do futuro. Ele me fez crescer, amadurecer. Isso mudará o relacionamento que tenho com as pessoas no Brasil, abriu minha cabeça para coisas novas, e ajudará o meu país. Claro, o mesmo vale para todo o conhecimento adquirido e todos os contatos que tenho (e que terei) com cientistas experientes e novas tecnologias.

Que conselho você daria para outros estudantes que estejam pensando em estudar nos EUA?

Aconselharia toda pessoa que queira estudar no exterior a fazê-lo. Você sentirá saudade de casa em algum momento? Sim. Você ficará cansado de viver em uma cultura diferente e de falar uma língua que não é a sua todos os dias? Sim. Mas vale a pena. Todas as pessoas que você vai conhecer, as diferentes culturas... você carregará isso para o resto da vida.

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