Maíra Furtado Faria, do Brasil, está fazendo mestrado em arquitetura na Kent State University, em Ohio

Maíra Furtado Faria, do Brasil, está fazendo mestrado em arquitetura na Kent State University, em Ohio

Por que você resolveu estudar nos Estados Unidos?

Eu escolhi estudar nos Estados Unidos para aprimorar minha carreira e desenvolver novas habilidades em minha área profissional. Assim como aprender mais sobre uma cultura diferente e estar exposta a uma diversidade de pessoas inovativas.

Por que você escolheu esta universidade, escola ou curso de inglês?

Eu escolhi a Kent State University por sua abordagem internacional e diversa. A universidade em si tem como um dos seus maiores valores a inclusão e a diversidade, e eles recebem estudantes de todos os lugares do mundo, assim como possui campus em quase todos os continentes. Quando se trata do programa de arquitetura, eu estava procurando uma faculdade que tivesse equilíbrio entre técnica, criatividade, teoria e inovação, e Kent State proveu o balanço perfeito entre todos eles. 

Do que você mais gosta sobre o  seu curso ou a sua universidade (escola)?

Eu absolutamente amo o fato de que eu conheço e estudo com pessoas do mundo inteiro. Todos os dias eu descubro algo de alguma cultura diferente, desde os staffs até os professores e estudantes. Todos são sempre tão amigáveis e abertos a dividir conhecimento que eu posso definitivamente dizer que é uma das experiências mais maravilhosas que já tive na vida.

Do que você tem mais saudade ou sente mais falta?

Minha família. Ficar longe de casa não é fácil, porém hoje em dia com facetime algumas vezes estamos mais perto do que se estivéssemos ao lado deles. Uma coisa que faz as coisas serem mais fáceis são as amizades que fazemos quando estamos fora, elas acabam se tornando nossa segunda família.

O que mais lhe surpreendeu em relação à vida e  educação nos Estados Unidos?

Quando se trata de vida e educação o que mais me surpreendeu foi o quão cedo os jovens saem da casa dos pais para morar na universidade ou perto dela. No Brasil não é muito comum as universidades terem dormitórios e não temos aulas ou atividades o dia inteiro. Em sua maioria, no Brasil, saímos da casa dos pais somente quando casamos ou temos um bom emprego que possa nos ajudar a termos nosso próprio lar. Logo depois, o custo da educação para mim foi um choque. No Brasil, a maioria das universidades são públicas ou muito mais baratas do que as americanas.

… sua maior decepção?

O modo americano de viver provavelmente foi minha maior decepção. Pessoalmente, eu não me identifico com a cultura de viver para trabalhar, e parece que nos Estados Unidos a sua vida gira em torno do trabalho. Mas até essa característica foi importante para eu entender melhor. Me fez ver a vida com outros olhos. Então sou grata por isso. 

Como você administra:

... as diferenças no idioma?

Eu ainda tenho problemas com a parte escrita. Em inglês não existem grandes sentenças sem ponto e somente com vírgulas para sempre. No Brasil temos sentenças longas e quando preciso escrever é sempre uma bagunça. Para comunicar verbalmente é muito mais fácil. É só não ter medo de cometer erros. Se você disser algo errado, provavelmente alguém vai te corrigir, e é assim que continuamos aprendendo e melhorando. Eu também sempre pergunto por feedbacks  dos meus professores e amigos sobre minha comunicação para saber o que posso melhorar.

... as finanças?

Essa parte é muito difícil. Eu não era nem um pouco boa em organizar e guardar dinheiro. Viver fora e lidar com minhas próprias despesas foi desafiador. Eu ainda estou aprendendo, e eu percebi que tem muitas coisas que consumimos sem uma razão clara, então eu venho me desafiando e me mudando não só para guardar dinheiro mas também salvar o meio ambiente. Como por exemplo fazer comida em casa ao inves de comer em um fast food.

... sua adaptação ao sistema educacional americano?

Eu levei um tempo para entender de verdade o sistema educacional dos Estados Unidos. E para ser sincera, não acredito que entendi cem por cento cada detalhe. Cada país tem sua própria educação e isso é fascinante. Mas como vim para os Estados Unidos para fazer meu mestrado, entender todo o processo tem sido interessante e um constante trabalho e pesquisa.

Quais são suas atividades?

Como meu programa é muito intenso, eu passei a maioria desses últimos dois anos no colégio de arquitetura e em atividades relacionadas ao curso. Tivemos uma viagem a Miami para visitar um terreno e alguns escritórios de arquitetura que foi extremamente interessante, e também somos sempre encorajados a visitar edificações arquitetonicamente importantes, assim como exibições de arte e museus.

Foi fácil ou difícil fazer amigos nos Estados Unidos?

Sou muito agradecida que para mim foi fácil. Como a Kent State University tem um caráter de ser uma escola internacional, meus colegas estavam sempre abertos e curiosos para conversar e sair juntos. Eu fiz amizades em Kent que considero minha família e vão estar na minha vida para sempre.

Quais são suas metas profissionais ? A sua educação nos Estados Unidos será importante para atingir essas metas e  para as necessidades de seu país?

Minha maior meta é mudar nosso mundo, de alguma forma, para melhor. Eu percebi que, como arquitetos, nós temos a capacidade e habilidade de literalmente moldar o mundo. E quando me graduei no Brasil e enfrentei essa imensa responsabilidade, eu tive certeza de que eu não estava preparada para ser uma líder como eu gostaria de ser, eu precisava de mais embasamento, mais pesquisa. E para isso, eu precisava aprender mais sobre Arquitetura Ambiental e Arquitetura Viva. No campo de pesquisa e inovação nessas áreas, os Estados Unidos estão à frente do Brasil no uso de Biomateriais e desenvolvendo pesquisas em sistemas ambientais. Por essa razão, eu vim para os Estados Unidos para fazer meu Mestrado. Para o futuro quero trabalhar com uma companhia ou firma que seja mais preocupada em melhorar nossa sociedade e nosso planeta do que em dinheiro. 

O que você aconselharia a outros estudantes do seu país que estejam pretendendo estudar nos EUA?

Meu conselho provavelmente seria... não pense duas vezes. Será com certeza uma das melhores experiências da sua vida. Vai ser difícil algumas vezes, mas todas as coisas na vida são. E no fim, é assim que crescemos. Decidir sair do seu país para morar fora não é uma decisão fácil, mas é uma das experiências mais enriquecedoras que você terá.

E sempre procure a universidade que está aplicando, mantenha contato, fale com os professores, com o escritório internacional, todos! Eles têm muito mais informações do que pensamos. Nós às vezes não temos acesso a todas as oportunidades que estão disponíveis para nós. Eu tenho certeza que terá um programa em algum lugar que será exatamente o que você precisa, e sua universidade sempre te ajudará a ter sucesso.

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Maíra Furtado Faria, do Brasil, está fazendo mestrado em arquitetura na Kent State University, em Ohio.

 

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