Habilidades Culturais

Habilidades Culturais

Aproveite ao máximo o seus estudos nos EUA: Torne-se um cidadão do mundo!

Aproveitar ao máximo os seus estudos nos EUA: tornar-se competente no contexto intercultural.  Quer você esteja planejando fazer um treinamento de inglês ou fazer um curso universitário nos estados Unidos, encontrará oportunidades de desenvolver uma competência intercultural enquanto estiver estudando nos EUA. Os estudantes que vão para o exterior podem perder a perspectiva do motivo exato pelo qual estão estudando no exterior e, se m que se deem conta, ficam rodeados de pessoas do seu próprio país, falando o seu próprio idioma. Isso pode criar uma experiência isolada que não favorece o desenvolvimento das aptidões e habilidades que os empregadores em todo o mundo procuram: o desenvolvimento de uma competência intercultural. O fato de manter uma perspectiva de longo prazo o ajudará a aproveitar ao máximo seus estudos. Uma perspectiva de longo prazo geralmente inclui um bom emprego no futuro. 

Os empregos num futuro globalizado não só exigirão aptidão na língua inglesa, como também a capacidade de negociar em culturas onde se fala o inglês. 

O que é competência intercultural? 

Existem muitas definições do que seja, mas competência intercultural inclui, no mínimo, uma série de aptidões que demonstram uma capacidade de se comunicar com eficácia e de desenvolver relacionamentos em outra cultura. A maioria dos estudantes acham que a competência intercultural só pode ocorrer em uma sala de aula de aprendizado de idiomas, onde o professor proporciona experiências interculturais seguras e controladas. No entanto, o que ocorre fora da sala de aula é tão importante quanto o que ocorre dentro dela. Por exemplo, quando se vivencia uma nova cultura e se supera a saudade através do envolvimento na comunidade da cultura hospedeira, aprende-se algo importante sobre si próprio que o torna mais adaptável a novas situações, novas pessoas e novos ambientes de trabalho. 

Mais do que nunca antes, os empregadores procuram contratar pessoas que conseguem se adaptar com facilidade, que tenham um raciocínio ágil e que enfrentem novos desafios com sabedoria. No futuro, a competência intercultural será uma das aptidões mais básicas de qualquer emprego. O fato de estar à frente desta tendência lhe dará uma vantagem ao se candidatar a empregos, especialmente nas áreas de medicina, negócios, engenharia e tecnologia. 

Superar os obstáculos

Muitos estudantes internacionais ficam conectados ou batendo papo com amigos e parentes no seu país de origem no meio da noite e acabam faltando à aula na manhã seguinte. Em vez disso, vá jogar basquete ou dar um pulo no shopping com um americano para ver as pessoas interagindo umas com as outras.  

Permanecer no seu próprio país para estudar para o teste, embora seja bom para aprender estratégias para fazer o exame, não consegue predizer como a pessoa se sairá no “mundo real” dos EUA. Colocar-se a si próprio em situações onde possa usar a língua inglesa em “situações reais com pessoas de verdade” ajuda a lidar com o “mundo real” e desenvolver as aptidões que serão necessárias no futuro. Entrar na universidade é apenas uma de suas metas. Pense em como o fato de interagir com as pessoas locais desenvolverá não apenas suas aptidões na língua inglesa, mas também a sua capacidade de usar o idioma, quer seja em um teste ou interagindo com outras pessoas. 

Modos de desenvolver competência intercultural nos EUA

Embora a sala de aula seja o principal local para um aprendizado estruturado, a maioria dos programas de treinamento de inglês em universidades oferecem uma variedade de atividades estudantis que visam expor os estudantes à comunidade mais ampla de onde a escola está situada. Aqui no Centro de Língua Inglesa da University of Arizona, organizamos passeios para atrações locais e apresentamos os estudantes internacionais para famílias americanas da região de Tucson. Então você pode viajar para o Grand Canyon ou para o museu estadual para adquirir um melhor entendimento das pessoas e do local em que se encontra. 

Estas são outras oportunidades para vivenciar a cultura em primeira mão aqui na University of Arizona: trabalhar como voluntário no banco de alimentos local, assistir palestras acadêmicas no seu campo de estudos, participar de um programa de parceiros de conversação para treinar o seu inglês com estudantes americanos ou participar de um clube que organize atividades como badminton ou dança de salão. Até mesmo assistir ao noticiário local e, em seguida, a um programa de TV muito conhecido o ajudarão a ficar mais envolvido porque facilitam participar de conversas que você nunca teria em seu país de origem. 

Transformar experiências culturais em oportunidades de aprendizado

Após uma experiência cultural, é preciso se sentar e fazer a si próprio algumas perguntas fundamentais: O que foi aprendido com a experiência? De que forma o que você aprendeu questiona o que você pensava sobre as pessoas e a cultura? De que modo você vai mudar o que achava que sabia sobre as pessoas e a cultura em que está vivendo? Quando se adota o hábito de refletir sobre o que se vivencia, cria-se o hábito de reflexão, que é fundamental para a competência intercultural. 

A pessoa que tem competência intercultural consegue desenvolver relacionamentos significativos em outras culturas. Esses relacionamentos, seja com colegas de faculdade ou com conhecidos de negócios, costumam dar origem a parcerias que duram a vida toda e são mutuamente benéficas. Arrisque-se com a língua, familiarize-se com as pessoas que a usam e com o local onde vivem e, com o passar do tempo, você acabará aproveitando mais o que ocorre fora da sala de aula quando estudar nos EUA. E não se esqueça que, só pelo fato de vir estudar nos EUA, você já estará fazendo algo diferente e especial. Por isso, aproveite cada oportunidade e, inevitavelmente, acabará aproveitando ao máximo a sua estada nos EUA e adquirirá competência intercultural durante o processo.  HH

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Por Nicholas M. Ferdinandt, Ed.D.
Nicholas M. Ferdinandt, Ed.D. é diretor associado, professor e coordenador de treinamento no Center for English as a Second Language da University of Arizona. www.cesl.arizona.edu

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